Mulher, por que choras?

Ainda estava escuro quando Maria Madalena notou que a pedra que cobria o túmulo tinha sido tirada. Sem entender direito o que havia acontecido, ela pediu a ajuda de Pedro e do discípulo amado. Estes perceberam que no sepulcro estavam os lençóis e o pano que cobria o rosto de Jesus. Os discípulos voltaram para casa. Maria Madalena, não. Ficou ali, chorando.

Contemplar a cena de Maria Madalena chorando perto do sepulcro leva-nos a meditar sobre a importância das lágrimas na descoberta da ressurreição, da glorificação. Se pudéssemos dizer que lágrimas eram aquelas, diríamos ser o choro de uma seguidora de Jesus que sente a falta do Mestre e lamenta a ausência Daquele ser humano tão divino. Lamenta a ausência de ensinamentos que tocam o coração humano de maneira singular: o amor, o perdão, a misericórdia, a paciência e a justiça.

A exemplo de Madalena, também nós devemos chorar o esquecimento da mensagem do Evangelho. Onde está a justiça? O amor que Jesus ensinou, para onde foi? Será que perdeu o significado? Mas nossas lágrimas não devem ser de desespero. Devem ser de compaixão, de união a Jesus e a tantos que, embora sofram, não deixam de acreditar e agir para que o mundo seja melhor.

Nossas lágrimas não são de desespero porque cremos que Jesus ressuscitou! Sua mensagem não deteriorou e nem ficou perdida a força da vida – apesar de tantos séculos de incorrespondência, medo, timidez, esquecimento e deturpação. Jesus está vivo! O amor está vivo! Não tenhamos medo de anunciar com nossa prática cotidiana essa verdade! Cumpramos bem nossos deveres e em nós verão a imagem do Ressuscitado!

Feliz Páscoa!

Fonte: O Domingo – Pe. Claudiano A. dos Santos, ssp

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