É preciso deixar que Ele entre. Esse é o segredo!

É importante vez ou outra pararmos e refletirmos sobre o chamado que Jesus nos faz para segui-lO. Chamado feito a todos os homens e mulheres do mundo inteiro. Chamado à intimidade e amizade. Chamado a seguir sem olhar para trás. Pôr-se a caminho, estar disposto a deixar tudo, sem reservas, porque sentiu-se amado, olhado, desejado, buscado, acolhido e, tantas vezes, perdoado.

Seguir e, por tantas vezes, sentir-se inebriado por este amor que nos ultrapassa, que é mais forte que a morte. Que nos confunde, nos interpela e que nos dá respostas.

Não respostas que o mundo dá, passageiras e vazias de sentido. Mas resposta repleta de vida, e vida em abundância. Pois não foi Ele mesmo que nos disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Segui-lO porque temos sede de vida e de verdade. Segui-lO porque Ele nunca cessou de nos dizer com suas palavras e com sua vida doada, ofertada, entregue: “Eu vim para que todos tenham vida!”.

É preciso, porém, jamais deixar esta experiência no passado, esquecida, borrada. Mas, ao contrário, aprofundá-la cada vez mais, na Oração, na Eucaristia, na Palavra, todos os dias, a cada instante. Trazer sempre conosco este olhar que um dia nos perscrutou profundamente, nos transformando, nos revelando. Como aquela mulher no poço de Jacó (Jo 4,1-42), ou como aquele homem que ao ser interpelado: “… desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa” (Lc 19,1-10), não hesitou em abrir não só a porta de sua casa, mas cheio de gratidão deu a metade dos seus bens aos pobres.

 

É preciso ouvir a Jesus que tem pressa para entrar em nossas vidas. É preciso deixar que Ele entre! Esse é o segredo!

Deixar que Ele entre e faça morada. Deixar que a nossa vida seja a sua vida, e a sua vida a nossa. Deixar que mesmo em meio as nossas imensas fraquezas (puxa, como são muitas!) este Belo Amigo nos encontre repletos de amor e de gratidão, prontos com a sua graça para atender a este chamado e, junto com todos os santos, dizer: Sim!

Porém, não deixá-lo fazer morada, não deixar que o seu olhar nos encontre, não nos deixar amar por este Amigo, é fazer desmoronar uma casa que Ele quis construir, sustentar e tantas vezes reerguer. É experimentar a frustração de um sonho. Não só o d´Ele, mas o nosso, tantas vezes embotado pelo nosso pecado.

Sonho de reencontro. Sonho de felicidade. Sonho do céu. Sonho de Deus.

Deixemos, então, que Ele entre. Faça morada. E, juntos, vivamos o grande sonho de Deus e nosso: Deus em nós e nós nEle! Pois não é esta a razão de segui-lO?

Fonte: Eliana Gomes – Comunidade Católica Shalom

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