Cerimônia de beatificação de Irmã Dulce

Um altar monumento com texturas celestiais regido por um coro de 300 vozes do coral dos Movimentos da Arquidiocese de Salvador vai compor o cenário para a apresentação de Irmã Dulce como beata, em 22 de maio, no Parque de Exposições de Salvador. A revelação é do  padre Manoel Filho, coordenador da Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador e responsável pela organização da cerimônia de beatificação da religiosa que dedicou mais de 60 anos de vida à caridade.

Segundo estimativas da organização do evento, o custo da cerimônia é de aproximadamente R$ 300 mil – cerca de R$ 50 mil a mais do que a solenidade de beatificação da Irmã Lindalva, realizada em Salvador no ano de 2007.
No entanto, faltando pouco mais de dois meses para a realização do evento, ainda não há verba em caixa e a organização ainda busca apoio de patrocinadores. “Ainda estamos em processo de captação. O  governo do estado, por exemplo, só vai dar apoio logístico, como trânsito e segurança”, diz padre Manoel.

A superintendente das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid), Maria Rita Lopes Pontes, destaca que  ainda não há nenhum valor em conta, mas que a estimativa de R$ 300 mil pode até ser superada.

“Nós começaremos a captar os recursos de patrocínio depois que fizermos a apresentação para a imprensa na quinta-feira (17) do projeto da cerimônia. Inclusive, ainda estamos fechando alguns detalhes estruturais, o que pode elevar o valor para mais de R$ 300 mil”, explica Maria Rita.

A solenidade de beatificação será presidida por Dom Geraldo Majella

CELEBRAÇÃO
Muitos segredos da cerimônia ainda estão sendo reservados pela organização do evento, que terá duração de aproximadamente cinco horas, mas o CORREIO descobriu alguns elementos da cerimônia. Segundo padre Manoel Filho, o evento que marcará a vida de Irmã Dulce como beata terá a simplicidade como tônica, onde o centro das atenções será a vida da religiosa. Não caberá espaço, por exemplo, para apresentação de shows com padres cantores ou artistas da música.

“A atenção da cerimônia é para a vida e a obra de Irmã Dulce. Queremos que as pessoas venham para rezar e orar por Irmã Dulce e não por um ídolo da música, por exemplo”, diz o padre, que compõe uma equipe de cerca de 2 mil pessoas envolvidas na organização do evento.

O ato religioso será presidido por dom Geraldo Majella, que à época da realização do evento já terá transmitido o cargo de arcebispo primaz do Brasil para dom Murilo Krieger.

“O Vaticano resolveu reconhecer o esforço de dom Geraldo pela beatificação de Irmã Dulce e o nomeou como delegado papal (representando o papa Bento XVI). Caberá a dom Geraldo a missão de ler a bula de beatificação, mensagem do papa que torna Irmã Dulce beata na Igreja Católica”, explicou o padre, lembrando que só a missa terá duração de 2 horas e meia.

IMAGEM
“A missa seguirá ritos tradicionais, com a homilia sendo feita por dom Geraldo. As leituras da missa deverão ser feitas por pessoas comuns que ainda não foram escolhidas. No dia, ainda haverá a apresentação de grupos, homenageando Irmã Dulce, com duração de 2 horas e meia”, afirma o padre.

O ápice da cerimônia de beatificação será a apresentação da imagem oficial de Irmã Dulce como beata. “Será um quadro com um retrato da religiosa. É uma foto antiga dela que foi escolhida em acordo com a Osid e o Vaticano. A imagem mostrará Irmã Dulce vestida de hábito com rosto e busto. Não é uma pintura, é uma foto que foi trabalhada digitalmente”, diz padre Manoel.

A imagem será apresentada diante de um altar monumento, projetado por um arquiteto baiano que só terá a identidade revelada pela Arquidiocese de Salvador na quinta, quando será apresentado o projeto da celebração que terá transmissão ao vivo pelas emissoras de televisão religiosas. Para dar conta da grandiosidade do palco – que ainda não teve as dimensões reveladas – serão necessárias pelo menos duas ou três semanas apenas para a montagem.

O religioso destaca ainda que está sendo feita uma imagem tridimensional da santa, que deverá ficar no santuário em homenagem à Irmã Dulce na Cidade Baixa. O nome do artista que está produzindo a peça não foi divulgado.
O decreto que formalizou a condição de beata foi assinado por Bento XVI  em 10 de dezembro de 2010, dez anos após o início do processo de beatificação. Para ser considerada santa, o Vaticano precisa reconhecer a intercessão de Irmã Dulce na realização de outro milagre.

Homenagem deve reunir 60 mil pessoas
A estimativa da organização do evento é que cerca de 60 mil pessoas compareçam no Parque de Exposições a partir das 17h. Cerca de 500 padres e bispos do Brasil devem participar da celebração religiosa que tem na lista de convidados a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente e atual senador da república José Sarney.

O acesso para o Parque de Exposições no dia 22 de maio será gratuito. Mas, segundo o Padre Manoel Filho, coordenador da Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador, não haverá portões abertos, por questões de segurança. “Por limitações do espaço e questões de segurança, vamos controlar a entrada pela doação de ingressos que poderão ser retirados nas paróquias de Salvador ou solicitados à Osid por grupos religiosos de todo Brasil”, explica o padre.

Fonte: Correio da Bahia

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